domingo, 24 de outubro de 2010

A Gazeta: Cuiabá ganha 1ª linha expressa

23/10/2010 - O Nortão - Caroline Lanhi - A Gazeta

A partir de segunda-feira (25) o transporte coletivo de Cuiabá contará com o apoio da primeira linha de ônibus expressa que vai ligar o Terminal do CPA 3 ao Centro. A linha E-1 tem caráter experimental e o objetivo é dar fluidez e agilidade ao transporte de passageiros entre 6h e 9h da manhã.

O diretor de Transporte Coletivo de Cuiabá, Gabriel Müller, explica que serão disponibilizados 9 ônibus para essa linha, sendo que cada um fará 3 viagens. O embarque será feito somente no Terminal do CPA 3. Nos 5 pontos onde o ônibus parar - ao logo das avenidas Rubens de Mendonça e Tenente Coronel Duarte (Prainha) -ocorrerá apenas desembarque, tanto que o veículo nem terá cobrador.

Depois de deixar os passageiros no último ponto, o veículo retornará vazio, direto ao terminal. Nesse sistema, a partir das 9h, os carros são recolhidos e só voltam a circular no dia seguinte.

Para o diretor de transporte, a linha expressa é uma alternativa para quem vai dos bairros direto ao centro cidade, principalmente a trabalho. Como não há embarque, o tempo médio do percurso será de 25 minutos, bem menos dos que os 45 minutos que as linhas "normais" precisam para realizar o mesmo trajeto.

Mesmo com esses benefícios, Gabriel afirma que não existem projetos pilotos para a inclusão de linhas expressas em outras regiões da cidade. "Só poderemos fazer uma avaliação mais precisa depois que a linha estiver funcionando. Mas, a princípio, estamos focando nos estudos do sistema de transporte expresso BRT (Bus Rapid Transit)".

A nova linha será divulgada nos veículos de comunicação e em cartazes fixados no terminal e nos ônibus.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 65 1517.




sábado, 16 de outubro de 2010

Agecopa define as 33 estações do BRT na Grande Cuiabá

30/08/2010 - O Documento

Os usuários de transporte público da Grande Cuiabá contarão com 33 estações à disposição no sistema de ônibus em faixa exclusiva - Bus Rapid Transit (BRT) – a ser instalado em Cuiabá e Várzea Grande nos próximos meses. De acordo com a Agência Executora das Obras da Copa do Mundo no Pantanal (Agecopa), que executará as obras para os municípios depois administrarem o sistema, serão 22 estações no corredor CPA – Aeroporto (sete delas em Várzea Grande) e 11 no corredor da Fernando Corrêa. A agência descartou que os canteiros da avenida do CPA serão destruidos para a implantação do sitema.

O número de estações é um dos primeiros pontos de fato definidos do projeto do BRT, segundo o coordenador de Mobilidade Urbana da Agecopa, Rafael Detoni. O conceito geral do sistema foi discutido em conjunto com as prefeituras, que tiveram de apresentar suas propostas e entrar em consenso sobre as principais características do projeto, agora sendo desenhado.

A distribuição das estações foi definida de acordo com a demanda nos pontos de ônibus das avenidas que constituirão os corredores (da avenida do CPA até o Porto, passando pela Prainha; do Centro de Cuiabá até o Coxipó, passando pelas Prainha e Fernando Corrêa).

O terminal do CPA funcionará ao lado do Comando Geral da Polícia Militar. Rumo ao aeroporto, o corredor terá estações em frente à Secretaria de Fazenda (Sefaz), Morro da Luz, Praça Bispo e Porto. O corredor no sentido Coxipó-Centro, prevê estações em frente ao Batalhão do 9º BEC, Planeta City, UFMT, lateral do shopping Três Américas e Praça Bandeirantes.

Como o sistema está em fase de desenho, as unidades ainda não receberam nomes, mas se pode ter uma noção de onde elas estarão localizadas por meio dos pontos de referência utilizados, como praças e entroncamentos dos corredores com ruas e avenidas.

As estações terão tamanhos padronizados, mas a demanda de passageiros estudada pela Agecopa já determina que quatro estações do corredor CPA–Aeroporto terão de ter tamanhos maiores – as unidades do Morro da Luz, da praça Bispo, da praça Ipiranga e da Ulisses Guimarães (em frente ao Pantanal Shopping).

Só as três primeiras devem ser responsáveis pelo atendimento de 66% da demanda no primeiro corredor do futuro BRT no pico da manhã. Exemplo disso é que a movimentação prevista na estação do Morro da Luz, no pico da manhã, deverá ser de 97 ônibus passando por hora.

O sistema está sendo traçado de modo que suporte o aumento geral de 30% na demanda em 2030. Naquele ano, serão necessários 122 ônibus passando por hora no Morro da Luz e Detoni adianta que isso é possível utilizando-se o sistema de via exclusiva.

Outras estações que devem ter mais movimentação no primeiro corredor são as que atenderão a região da avenida Dom Bosco e da rua Major Gama. No segundo corredor, é prevista grande movimentação na estação próximo ao Shopping Três Américas.

Todas as unidades, explica Detoni, serão localizadas a 90 centímetros do asfalto nos canteiro centrais das avenidas. Ou seja, as pistas mais rápidas serão ocupadas exclusivamente pelos ônibus do sistema BRT, com porta à esquerda, e outras três ou quatro pistas serão deixadas para o tráfego dos demais veículos – o que deve ensejar a retirada das vagas de estacionamento nas laterais, como as da FEB e da avenida do CPA.

As estações também serão fechadas e contarão com sistema de bilhetagem externa. Ou seja, não haverá cobradores dentro dos ônibus, o que contribui para maior velocidade de embarque e desembarque e evita possibilidade de assaltos nos ônibus.

Canteiros na avenida - Os canteiros e as árvores ao longo da Avenida do CPA, não serão destruídos para a implantação do sistema BRT (Bus Rapid Transit) que será instalado a partir do primeiro semestre de 2011 em Cuiabá. A garantia foi dada pelo engenheiro Rafael Detoni, ao explicar que apenas alguns trechos deverão ser isolados para implantação de estações. a avenida do CPA receberá alargamento para que possa ser introduzido uma pista-corredor de ônibus BRT. Segundo ele, a avenida do CPA permanecerá com três pistas de cada lado para tráfego nos dois sentidos e o canteiro dividindo os corredores de ônibus. O engenheiro revela ainda que nenhum ônibus circulará na avenida do CPA fora da faixa exclusiva para os BRTs. “Haverá um isolamento para favorecer os ônibus do sistema permitindo assim tráfego tranqüilo mesmo em horários de pico”, conta ele.

Os dois corredores de BRT na capital terão um custo aproximado de R$ 400 milhões. O projeto deverá ser concluído até setembro para encaminhamento à Caixa Econômica Federal. Em outubro deve começar o processo licitatório. Como o orçamento de 2010 já está comprometido com desapropriações, o edital de concorrência do BRT só deve ser divulgado em janeiro. Possivelmente em março de 2011, devem ter início as obras dos dois corredores.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Lucas passa a ter ônibus melhores no transporte urbano

13/10/2010 - Agência Lucas do Rio Verde - Ascom/Edgar Savaris


Hoje (13-10) foram apresentados na Prefeitura Municipal ônibus mais novos e modernos que serão incorporados no transporte urbano

Na manhã desta quarta-feira (13-10) foram apresentados ao prefeito Marino Franz e aos secretários municipais 11 dos 15 novos ônibus que irão integrar o transporte urbano do município. A empresa detentora do contrato de concessão também anunciou a compra de dois ônibus adaptados para portadores de necessidades especiais e a implantação da bilhetagem eletrônica. O transporte urbano em lucas do rio verde já uma realidade bem presente no cotidiano das pessoas, com o passar do tempo a necessidade de mudança se tornou latente. A administração pública passou a cobrar das empresas ônibus mais novos e com melhores condições para trafegar. A empresa Viação Lucas foi quem ofereceu a melhor proposta de serviço e teve sua concessão renovada. Na manhã desta quarta-feira (13-10) os ônibus da empresa foram vistoriados pelo Secretário de Desenvolvimento Econômico, Raimundo Dantas e a Guarda Municipal de Trânsito, e de imediato passaram a integrar a frota da empresa.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Convênios garantem R$ 488 mi para obras de mobilidade em Cuiabá

Modelo de BRT que será implantado em Cuiabá(crédito: Divulgação)






Thompson Neto - Cuiabá - Portal 2014
postado em 28/09/2010 18:40 h
atualizado em 28/09/2010 18:51 h


Obras importantes para corrigir falhas no trânsito e permitir trafegabilidade durante a Copa estão prontas para sair do papel em Cuiabá.

Três convênios assinados pelo governo do Mato Grosso em um contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal (CEF) permitirão os repasses de R$ 454,7 milhões destinados a obras de mobilidade urbana na capital e em Várzea Grande, visando melhorar a circulação de pessoas e veículos para a Copa de 2014.

Os recursos são do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), que disponibilizou R$ 7,68 bilhões para o PAC da Mobilidade Urbana, programa federal voltado para obras de transporte nas 12 sedes da Copa. A taxa de juros é de 6% anuais, com 20 anos de amortização.

Em Cuiabá, os recursos serão empregados em três obras de infraestrutura essenciais para desafogar o trânsito em trechos considerados críticos, como o acesso do aeroporto Marechal Rondon ao centro e entre o setor hoteleiro ao estádio da Copa.

“Este é o maior contrato de financiamento de infraestrutura de mobilidade urbana da história da Caixa em Mato Grosso”, afirmou o superintendente regional do banco em Mato Grosso, Ivo Carlos Zecchin, durante a assinatura do acordo no Palácio Paiaguás, sede do Executivo estadual.

Além dos R$ 454 milhões do convênio, o governo entra com uma contrapartida de R$ 34 milhões, chegando ao valor total aproximado de R$ 488 milhões em investimentos.

Obras
A obra mais impactante será a implantação do corredor de trânsito BRT (Bus Rapid Trânsit) ligando o aeroporto ao bairro CPA, um dos mais populosos da capital, passando pelas principais avenidas das duas cidades. O acesso do bairro Coxipó (zona sul) até o centro da cidade também terá acesso via BRT.

A terceira intervenção será a duplicação da rodovia e ponte Mário Andreazza, funcionando como mais uma via de acesso do aeroporto até as proximidades da Arena Cuiabá.

As obras do primeiro trecho do BRT devem receber R$ 323 milhões, sendo R$ 307 em financiamento da CEF. A segunda, que passa pelo Coxipó, terá R$ 132 milhões, sendo R$ 16 milhões do estado. O terceiro contrato prevê R$ 32 milhões para duplicação da rodovia e ponte, com R$ 31 milhões financiados e R$ 1 milhão do governo estadual.

 “Todos os projetos foram protocolados no tempo e o próximo procedimento será a licitação para o início das obras”, disse Carlos Brito, diretor de infraestrutura da Agecopa (Agência de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal).

Mais recursos
Na semana passada, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou os três primeiros projetos de financiamento de construção ou reforma dos estádios da Copa. Cuiabá, Salvador e Fortaleza foram as três cidades com projetos aprovados.

Para a capital mato-grossense, serão destinados R$ 393 milhões para a construção da Arena do Pantanal. O estádio terá capacidade para 42 mil espectadores, mas poderá ter sua capacidade reduzida para 23 mil lugares por meio de um sistema de arquibancadas removíveis.

http://www.copa2014.org.br/noticias/5405/CONVENIOS+GARANTEM+R+488+MI+PARA+OBRAS+DE+MOBILIDADE+EM+CUIABA.htm
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Comitê da Copa conhece sistema de ônibus BRT para Cuiabá

13/05/2010 17h18 - Atualizado em 13/05/2010 17h18


Mobilidade urbana e reforma do aeroporto serão maiores desafios para a capital até a Copa de 2014

Por Marcy Monteiro Netocop Especial para o GLOBOESPORTE.COM, em Cuiabá
ônibus da FIFA na vistoria do Estádio VerdãoSistema já existe em Curitiba (Foto: Marcy Monteiro)
Os integrantes do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 (COL) visitaram Cuiabá nesta quinta-feira para verificar como estão as obras do estádio que sediará jogos na capital mato-grossense. Apesar da visita técnica ter sido voltada especificamente para acompanhar o andamento das obras da nova Arena Multiuso, o Comitê também foi apresentado a 26 projetos que fazem parte da proposta de Cuiabá para receber os jogos da Copa daqui a quatro anos.

Algumas destas obras são obrigatórias por determinação da Fifa, como o estádio, o entorno do estádio, construção de centros de treinamento e reforma do aeroporto.
- A garantia que nós demos é que, com relação a esses projetos que são requerimento da Fifa, estão todos dentro do prazo - disse o diretor de Assuntos Estratégicos da Agecopa, Yuri Bastos Jorge.

Segundo o diretor, os membros do Comitê fizeram questionamentos sobre a ampliação do Aeroporto Marechal Rondon.
- Esta é uma obra do governo federal e existe um acompanhamento por parte da Agecopa. Já há R$ 83 milhões disponíveis na Infraero para fazer a obra, que praticamente triplica a capacidade aeroportuária de Cuiabá - argumentou Yuri Bastos.
Segundo ele, o Governo do Estado também colocou outros aeroportos de cidades vizinhas, como de Rondonópolis e Cáceres, para dar suporte na Copa do Mundo se for necessário. As duas cidades estão, em média, 200 quilômetros distantes da capital.

BRT (Transporte Rápido por Ônibus)

A Agecopa definiu o novo sistema de trânsito que deve ser implantado em Cuiabá para melhorar o transporte coletivo até a Copa do Mundo de 2014. O sistema escolhido será o Bus Rapid Transit (BRT), ou Transporte Rápido por Ônibus, semelhante ao que já existe em Curitiba (PR). São ônibus articulados e com vias exclusivas para sua circulação. A iniciativa pretende desafogar o trânsito no centro da cidade e permitir facilidade de acesso entre as áreas mais populosas da capital.

Os membros do COL que visitaram Cuiabá também conheceram um protótipo deste ônibus, que os transportou do aeroporto até o local onde será construída a nova Arena Multiuso.
- Mostramos que os trabalhos de mobilidade urbana estão adiantados. O que era apenas uma ideia, hoje é uma concepção de projeto e começa a tomar forma física - disse Carlos Brito, diretor de Obras da Agecopa.

Brito explicou que na próxima semana começam os trabalhos de topografia necessários para implantar os projetos de mobilidade urbana, aumentando avenidas e construindo viadutos na capital.
- E em um prazo de 60 dias teremos como começar algumas das licitações do sistema BRT - finalizou o diretor.

sábado, 14 de agosto de 2010

Projeto de mobilidade em Cuiabá preservará canteiros da cidade


Com início previsto para 2011, a cidade receberá o sistema ‘Bus Rapid Transit’ para agilizar o transporte público local
Crédito: Embratur
Ponte Sérgio Mota, ponte estaiada que liga Cuiabá a Várzea Grande.



Ministério do Turismo 12/08/2010

Mato Grosso é o destino ideal quando a intenção é conhecer cenários distintos em um mesmo Estado. As atrações vão desde a cidade de Cáceres, conhecida pela prática do turismo de pesca; passam pelo incomparável Pantanal, com seu diferenciado ecossistema; e desembocam no Vale do São Lourenço, que traz como atração principal o Turismo Tecnológico, baseado em seu agronegócio e sua agroindústria.
A capital Cuiabá, rica cidade histórica que antigamente foi palco de grandes disputas territoriais, hoje abriga grandiosos edifícios centenários em seu centro comercial. Mesmo com as belezas naturais preservadas, os cuiabanos ainda temem que o crescimento e a modernização da cidade possam eliminar aos poucos essa beleza singular que o município possui.

A Copa do Mundo no Brasil trará muitas mudanças para todo o País, e principalmente para as cidades que receberão os jogos em 2014. Mas é importante ressaltar que todos os projetos, voltados tanto para a reforma nos estádios quanto para a melhoria da mobilidade urbana, têm dentre as principais preocupações a intenção de promover essa mudança baseada na preservação do meio ambiente no fomento das ações de sustentabilidade.
Exemplo disso é a declaração feita pelo engenheiro Rafael Detoni, coordenador de Mobilidade Urbana da Agência Executora das Obras da Copa do Mundo em Cuiabá (Agecopa), ao explicar sobre a implantação do sistema Bus Rapid Transit (BRT) na cidade. De acordo com ele, “apenas alguns trechos do canteiro central deverão ser isolados para implantação de estações do sistema” com início de obras previsto para o primeiro semestre de 2011.
Inicialmente, o novo meio de transporte será implantado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, mais conhecida como Avenida do CPA. Toda a extensão da via possuirá canteiros e as árvores que não serão retiradas para o funcionamento do novo sistema. Detoni esclareceu que, no entanto, a avenida receberá alargamento para que possa ser introduzida uma pista-corredor de ônibus.
O BRT baseia-se na criação de vias interligadas de ônibus com paradas apenas em pontos específicos, semelhante ao sistema de metrô. Para utilizar os ônibus, os passageiros deverão pagar pela passagem na própria estação, antes de entrar nos carros, permitindo um embarque e desembarque mais ágil.
As intervenções no sistema viário em Cuiabá requerem menos tempo que em outros sistemas, como o Veículo Leve Sobre os Trilhos (VLT), que já existe em algumas cidades brasileiras, como Campinas (SP). E os investimentos para a implementação do BRT são bem menores que em outros sistemas; o quilômetro do VLT, por exemplo, custa hoje R$ 40,4 milhões, enquanto que o BRT custará aos cofres públicos R$ 11,1 milhões por quilômetro.

http://www.copa2014.turismo.gov.br/copa/noticias/todas_noticias/detalhe/20100812_02.html

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Cuiabá já tem projetos prontos para a Copa do Mundo


12/8/2010 - Copa no Pantanal
Projeto do BRT já está aprovado e tem recursos garantidos
Projeto do BRT já está aprovado e tem recursos garantidos



















De um total de R$ 704,7 milhões em projetos solicitados junto à União pelo governo de Mato Grosso para a execução de obras de mobilidade urbana que atenda a demanda decorrente da Copa do Mundo de Futebol de 2014 em Cuiabá, R$ 454,7 milhões já foram aprovados pelos Órgãos do governo federal e preveem obras de apenas 32,2 quilômetros, mas são oneradas pela execução de viadutos e passagens de níveis, e apenas aguardam o fim do período eleitoral para que os convênios sejam assinados e os recursos liberados para a execução das principais obras. Elas acontecerão através da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo Pantanal 2014 (Agecopa), criada no governo Blairo Maggi para a execução das ações em torno do mundial de futebol.


A Gazeta obteve com exclusividade documentos que consideram como "aprovada" parte das obras solicitadas e considera a outra parte como "projetos a aprovar" e que somam outros R$ 250 milhões referentes a 51,2 quilômetros de ruas e avenidas.


Os projetos aprovados são o BRT (Bus Rapid Transit ou Transporte Rápido por Ônibus) CPA-Aeroporto, no valor de R$ 307,7 milhões com 15,2 km de extensão e 19 meses de obras; BRT Coxipó -Centro, R$ 116 milhões e 7,2 km e 12 meses e por fim o corredor Mário Andreazza, que custará R$ 31 milhões, terá 9,8 km e 17 meses de duração das obras.


São obras que vão modificar a base estrutural do trânsito entre as duas principais cidades de Mato Grosso, Cuiabá e Várzea Grande. As principais vias de trânsito de ambas as cidades serão completamente modificadas com apenas as obras já liberadas, agora se o total de projetos proposto pelo governo chegar a ser concretizado haverão ainda outros sete corredores, o da Miguel Sútil - Dom Orlando Chaves; Estrada da Guarita; avenidas 8 de Abril; Expressa - 31 de Março; Júlio Campos; Dante Martins de Oliveira e por fim a República do Líbano.


Os BRTs são vias de acesso especiais onde só trafegam ônibus sem tumultuar o trânsito entre os veículos menores. O projeto foi o mais adequado para a realidade de Cuiabá e Várzea Grande, e o que tem melhor custo benefício. A média do tempo de elaboração dos projetos finais serão de seis meses e existe a possibilidade das obras iniciarem sua execução ainda em 2010.


E expectativa é de que as obras estejam prontas até meados de junho de 2013, quando deverá ser realizada a Copa das Confederações, ou seja, um ano ante da Copa do Mundo de Futebol.


Fonte: Gazeta


http://copanopantanal.com.br/?p=noticia&id_noticia=4509

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

VLT é solução para mobilidade urbana em Cuiabá


05/07/2010 - 8:13 - Mato Grosso do Norte
José Riva*

A Copa do Mundo é um grande evento que nos faz parar por alguns instantes, ficar na frente de uma televisão e torcer para nosso time. Nesses momentos, eu começo a refletir como será em 2014, quando a Copa ocorrerá no Brasil e, com um frio na barriga, lembro-me que Cuiabá será também uma subsede.

Mas é uma sensação prazerosa, pois não é qualquer cidade que foi escolhida pela Fifa para representar as maravilhas de nosso país. Todavia, essa responsabilidade vem acompanhada de uma série de requisitos que teremos que cumprir para efetivar esse anúncio, como a construção do estádio, dos centros de treinamentos, reforma do aeroporto e, principalmente, infraestrutura em trânsito e transporte de qualidade e ambientalmente correto.

Pensando nisso, volto a defender em público a possibilidade, ao menos de se fazer um estudo de viabilidade para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), pois é a opção mais viável e rápida para melhorarmos nossa logística de tráfego.

A falta de investimentos na malha viária foi apontada como o principal entrave do trânsito na Capital, que possui uma demanda de 30 mil passageiros no horário de pico e já tem congestionamentos semelhantes aos grandes centros brasileiros.

O centro de Cuiabá é um capítulo a parte, com ruas estreitas, fica completamente intransitável. Em Várzea Grande, o maior ponto de estrangulamento do trânsito fica por conta da Avenida da FEB, ponto de maior fluxo entre os dois municípios. O sistema atual de transporte usado em nosso Estado é precário e inviável. O sistema de transporte urbano está cada vez pior e defasado, não atendendo bem os usuários de hoje, imagine então daqui a cinco anos.

Um exemplo a não ser seguido é o estado de São Paulo, que hoje paga, em poluição, um preço alto por ter adotado um modelo de mobilidade baseado em grandes avenidas lotadas de carros, caminhões, ônibus e motocicletas. É um caminho sem volta, e quem pagará para reverter isso é o próprio usuário, seja dos transportes coletivos como os donos de veículos.

Com os trilhos cortando as principais avenidas, fazendo as ligações necessárias para atender nossa população e aos turistas que estão chegando para acompanhar os jogos em Cuiabá, vamos galgar um degrau importante para nossa modernização e solução do trânsito de veículos e pedestres. Sem contar que é ambientalmente correto, sem o aumento de poluentes causados pela queima de combustível.

Concordo que não é um sistema barato para implantação, porém não é inviável. E nem é preciso que o Estado ou Município arque com os elevados custos, até porque não teriam condições, mas podemos promover com a iniciativa privada as formas de construção e concessão. Já pensando nisso, apresentei à AL um projeto de lei que dispõe sobre Parcerias Público-Privadas (PPPs). Essa iniciativa vai ser fundamental à efetivação de contratos para a colaboração entre o Estado e o particular, por meio dos quais o ente privado participa da implantação e do desenvolvimento de obras, serviços ou empreendimentos públicos, bem como da exploração e da gestão das atividades decorrentes.

Vamos ser realistas, para um investimento desse porte, a solução é a parceria. E sabemos que isso não é novidade nos estados brasileiros e o maior exemplo é o próprio transporte coletivo. Se não fosse o investimento privado, o município não teria condições de adquirir uma frota de ônibus para atender a população.

Temos demanda para a implantação independentemente da Copa, todavia esse é um fator determinante para atrairmos investimentos. A própria população tem apoiado a iniciativa de que o Governo, ao menos, banque um estudo de viabilidade do VLT em Cuiabá para depois começarmos a discutir os meios de implantação.

Os próximos quatro anos fará Mato Grosso, especificamente Cuiabá, crescer outros vinte, em mobilidade, estrutura, modernização, turismo, entre outras benfeitorias, mas deixo claro também que temos que resolver nossos problemas na raiz, na causa original, e não arranjar medidas paliativas para resolver problemas imediatos. Vou continuar lutando pelo estudo de viabilidade do VLT e, só assim, poderemos realmente saber o que é melhor para Cuiabá.

*JOSÉ RIVA é deputado estadual pelo PP e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sem previsão para obras


31/5/2010
Diário de Cuiabá (MT)

O diretor de Infraestrutura da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal (Agecopa), Carlos Brito, frustrou as expectativas daqueles que esperavam que as obras de mobilidade urbana em Cuiabá, visando a Copa do Mundo de 2014, fossem começar em outubro. Segundo ele, não há previsão de quando o conjunto de 31 obras previstas pelo projeto, entre viadutos, trincheiras e pontos de alagamento, começará a ser construído. "Não dá para garantir uma data, dependemos ainda do processo de licitação", frisou.
   
Os recursos para as obras, no valor de R$ 286 milhões, são do Ministério dos Transportes. A responsabilidade de execução é do Departamento Nacional de Transporte (Dnit) e da Agecopa.
   
Brito informou que, de acordo com o cronograma, as licitações para definir as empresas responsáveis pelas obras deveriam ser feitas neste ano, enquanto as obras começariam em 2011. O prazo está sendo cumprido, pois os projetos das obras estão prontos e em fase de licitação. O diretor disse acreditar que algumas dessas licitações podem ocorrer sem percalços, antecipando o início de algumas obras.
   
"O nosso cronograma determina que as licitações aconteceriam neste ano e o início das obras, no ano seguinte. Mas, se tudo estiver licitado, nada impede que algumas dessas obras comecem ser feitas ainda em 2010", explicou. De acordo com Brito, o processo licitatório das obras começou recentemente, e as empresas ainda estão apresentando as propostas de oferecimento de serviços.
   
As 31 obras de mobilidade urbana previstas para facilitar o trânsito na Copa vão se concentrar em três avenidas: Miguel Sutil e Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, e avenida da FEB, em Várzea Grande. Ao longo dessas ruas, serão construídos viadutos, trincheiras (passagens subterrâneas), pontes e serão feitos alargamentos de pista.
   
A avenida Miguel Sutil, segundo o projeto, deve ganhar três viadutos, uma ponte e alargamento da pista; na avenida Fernando Corrêa da Costa serão construídos quatro viadutos, uma ponte sobre o rio Coxipó, uma trincheira e o alargamento da pista (no trecho que liga o trevo que dá acesso à estrada para Santo Antônio de Leverger até o trevo da avenida Carmindo de Campos), e na avenida da FEB estão previstos um viaduto, duas trincheiras e alargamento da pista.
  
Carlos Brito disse ainda que devido ao projeto de mobilidade urbana, a Agecopa elaborou projetos para "obras de desbloqueio", que consistem em alternativas para que o trânsito possa fluir, durante a construção de viadutos, trincheiras e pontes. Cerca de 10 projetos dessas obras também estão em licitação.
   
Além das pontes, viadutos e trincheiras, Cuiabá e Várzea Grande terão o Bus Rapid Transit (BRT), cujo objetivo é agilizar o trânsito das duas cidades durante os jogos da Copa do Mundo. Dias atrás, um modelo desse tipo de transporte coletivo, com 20 metros de comprimento e capacidade para 139 passageiros, circulou pelas ruas com representantes da Agecopa, técnicos das duas prefeituras e consultores. O teste foi feito em um veículo Volvo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Comitê da Copa conhece sistema de ônibus BRT para Cuiabá



17/05/2010 - Transporte Idéia
Na última semana, integrantes do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 (COL) visitaram Cuiabá para verificar as obras. O comitê foi apresentado a 26 projetos que fazem parte da proposta da capital matogrossense para receber os jogos da Copa daqui a quatro anos. As informações são do site “GloboEsporte.com”.
A Agência da Copa do Pantanal (Agecopa) definiu o novo sistema de trânsito que deve ser implantado em Cuiabá para melhorar o transporte coletivo até a Copa do Mundo de 2014. O sistema escolhido vai ser o Bus Rapid Transit (BRT), semelhante ao que já existe em Curitiba (PR). O objetivo é desafogar o trânsito no centro da cidade e permitir facilidade de acesso entre as áreas mais populosas da capital.
O diretor de Obras da Agecopa, Carlos Brito, afirmou que Cuiabá mostrou aos membros do COL que os trabalhos de mobilidade urbana estão adiantados. “O que era apenas uma ideia, hoje é uma concepção de projeto e começa a tomar forma física”, comentou.
Nesta semana, segundo Brito, começam os trabalhos de topografia necessários para implantar os projetos de mobilidade urbana, aumentando avenidas e construindo viadutos na capital. Ele também adiantou que, em dois meses, começam algumas das licitações do sistema BRT.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Viabilidade do BRT ainda em discussão em Cuiabá


03/04/2010 - 1644
Revista do Ônibus 



 









CUIABÁ - O aperto que perdura nos ônibus da cidade pode até sugerir o contrário, mas cada vez menos pessoas utilizam o transporte público em Cuiabá. Segundo a prefeitura, a cada ano, os coletivos da Capital perdem 5% de seus usuários para carros e motocicletas. Infelizmente, as atuais facilidades para compra em massa de veículos ainda não foram capazes de livrar os ônibus da pecha de “latas de sardinha”, mas têm sido suficientes para deixar as ruas insuportavelmente saturadas.

Neste retrocesso, o “busão” acaba relegado quase que totalmente ao uso por parte dos que não têm mesmo condições de bancar um veículo. Situação impensável para uma cidade que precisa democratizar o direito de ir e vir e proporcionar verdadeira qualidade na mobilidade urbana antes da Copa de 2014, o que só é possível priorizando o transporte coletivo. E o caminho para isso se espelha no exemplo mundialmente conhecido de Curitiba: o sistema de BRT (Bus Rapid Transit, baseado em canaletas exclusivas para ônibus rápidos), lançado pelos paranaenses em 1974. Se tudo der certo, é ele que deve levar os cuiabanos, de todas as classes sociais, de volta aos ônibus; desta vez, sem apertos.

Para a capital mato-grossense, o modelo desbancou o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e emplacou entre o meio político, sendo anunciado como principal intervenção para a mobilidade urbana, tal como em outras sub-sedes da Copa 2014. Funciona em pelo menos cem cidades no mundo – grande exemplo é Bogotá (Colômbia). O sistema segrega nos principais corredores urbanos pistas centrais exclusivas para ônibus articulados de grande capacidade (alguns de até 270 passageiros), possibilitando viagens rápidas e confortáveis e deixando as pistas laterais para o tráfego dos demais veículos. Mas a realidade de Cuiabá, que cresceu desordenada, é marcada por ruas estreitas e tortuosas. Daí a desconfiança: o BRT seria viável aqui?

e acordo com a concepção que se tem do BRT na Grande Cuiabá até o momento (ver matéria), o sistema percorreria dois eixos: da avenida do CPA até o aeroporto Marechal Rondon, passando pela avenida da FEB (Várzea Grande), e do Centro à região do Coxipó, passando pela avenida Fernando Corrêa.

VIABILIDADE - A área urbana seria, portanto, cortada por corredores numa forma de “Y” que pode, sim, superar o apertado centro da cidade sem grandes problemas. “É viável, desde que se associe à integração, porque esse ônibus não entra em qualquer lugar”, avalia o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), Tarciso Bassan, referindo-se à possibilidade de o cidadão utilizar ambos BRT e a rede de ônibus já presente na Capital em seus trajetos, uma vez que o primeiro se restringirá aos grandes corredores.

Outras preocupações de Bassan são a qualidade da pavimentação das canaletas exclusivas, que teria de ser de concreto, a acessibilidade e o conforto – principalmente para neutralizar o calor nos pontos.

Com informações do Diário de Cuiabá